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Barry Wolverton – As Crônicas da Tulipa Negra – A Ilha Perdida




Bom dia!!! Como andam as leituras nas férias? Aqui vou confessar que estão corridas além de alguns livros para a Pat tenho os meus para ler e resenhar também e por isso vamos parar de enrolar e falar sobre esse livro que se apresentou uma leitura super gostosa. Sim! Um livro muito gostoso de se ler com aventuras, desventuras e muito suspense. 

Neste primeiro volume de As crônicas da Tulipa Negra vamos conhecer A Ilha Perdida e seu maior tesouro. Claro que não poderia deixar de existir um tesouro. E antes que alguém pergunte se temos piratas, sim, temos, mas, contudo, todavia e, no entanto... Piratas diferentes, aqueles que são ‘bancados’ pelos magnatas a encontrarem ouro, pedras preciosas, especiarias, escravos e qualquer coisa exótica.

Barry Wolverton traz a inocência de criança, como histórias contadas por nossos pais podem se tornar uma grande aventura e neste caso como um garoto de 13 anos foge de casa para se tornar um capitão de fragata.

Bren Owen é um garoto de 13 anos mentiroso, ladrão, muito carismático e nosso personagem principal. Ele é filho de um desenhista que recria mapas. Eles moram em uma cidadezinha chamada Map. Bren consegue se meter em várias enrascadas porque é muito desbocado. Ai já viu, é valentões que correm atrás dele para bater, é oficial do porto tirando-o de dentro das embarcações, é seu pai indo buscá-lo na delegacia.

E tem a parte em que ele é muito verdadeiro, amigo, superprotetor, inteligente e claro, esqueci de mencionar que Bren possui memória fotográfica. O que ajuda muito na hora de procurar rotas menos utilizadas para suas andanças.

Bren só para quando vai até uma livraria. A livraria. O dono é o senhor Black um amigo de sua mãe. Infelizmente sua mãe morreu há alguns anos e ele sente muita falta e por isso acaba passando boa parte do seu tempo na livraria com o Black conversando, lendo e ajudando o velho a organizar e arrumar tudo.

De repente chega uma embarcação holandesa e com ela a ideia de viver aventuras incontáveis pelos 7 mares. Bren Owen acaba sendo pego fazendo traquinagem e o levam para o juiz decidir, porque infelizmente ninguém estava mais aguentando essa criança.

E o grande futuro de Bren Owen como capitão de um navio chega à zero, assim ele pensava. Pois o chefe do seu pai o dono da principal cartografia da cidade o senhor McNally fala ao juiz que o garoto passará a cumprir sua pena em sua empresa.

Bren imaginou que iria ter que ficar desenhando mapas como seu pai, mas o senhor McNally o levou para um serviço um pouco menos legal. McNally além de dono da empresa de mapas ele dava boas festas. Festas essas regadas a vinhos, cervejas e um banquete. Claro que seus convidados comiam e bebiam todas e iam parar onde? Em um quartinho que era carinhosamente conhecido como vomitorium. Isso mesmo, ele é o garoto que segura o balde, limpa a sujeira e vive reclamando.

Mas o futuro de Bren estava para dar uma reviravolta. Um desses marujos nauseados estava realmente muito doente e quando viu o garoto regurgitou do outro lado. Só que não era comida e muito menos bile. Era algo diferente. uma moeda e deu para o garoto. O marujo, Jacob Beenders, havia sofrido algo e a partir deste momento a vida de Bren vira de cabeça para baixo.

O senhor Black ajuda Bren a descobrir o que é esta moeda que na verdade não é uma moeda e sim um paiza. Um amuleto. E este meus amigos, é a passagem de Bren para dentro do navio holandês e para uma batalha épica entre o real e o imaginário.

A cada capitulo eu ficava, senhorrrrr porque isso, nãoooo, mentira.... É eu converso com o livro, sou louca mesmo rs. Mas posso garantir que todas as respostas são respondidas neste primeiro volume e nos deixa com uma pontadinha de curiosidade para o próximo volume que espero eu não demore para chegar.

Série: As Crônicas da Tulipa Negra
1.    A Ilha Perdida
2.    Sem título ainda
3.    Sem título ainda


SERVIÇO:
Título:  The Vanishing Island
Autor:  Barry Wolverton
Tradutor: Guilherme Kroll
ISBN: 978-85-6980-984-5
Assunto: Ficção americana
Páginas: 288
Editora: Agir Now
Nota: 5/5
Estante: Skoob

 Sinopse: '1599, a Era dos Descobrimentos na Europa. Para Bren Owen, porém, crescer na cidadezinha de Map na costa da Bretanha, significa tudo menos aventura. Enfeitiçado pelas histórias que os marinheiros trazem de suas viagens, e inspirado pelos mapas enigmáticos criados pelo pai cartógrafo para o cruel e carismático navegador Rand McNally, Bren está convencido de que a fama e a fortuna esperam mundo afora. O problema é que suas repetidas tentativas de fuga lhe trazem uma punição pior que a morte: limpar o vômito dos aventureiros que frequentam o Clube dos Exploradores. É lá que Bren conhece um marinheiro moribundo, que dá a ele um estranho presente que esconde uma mensagem secreta. Aliando-se a um misterioso almirante holandês, obcecado há anos por uma lenda chinesa sobre uma ilha que desapareceu dos mapas, Bren descobre que a mensagem secreta parece levar a um fabuloso tesouro perdido, capaz de mudar sua vida e a do pai viúvo para sempre. Em pouco tempo, o menino se vê em meio a um perigo maior do que jamais poderia ter imaginado, e precisa da ajuda de um amigo inusitado, Mouse, para sobreviver. A aventura eletrizante de Barry Wolverton percorre os sete mares e muitas culturas, unindo os folclores ocidental e oriental, e prova que, no mar, a sorte é sempre uma faca de dois gumes.'


Katie Coyle – Vivian contra a América

Bom dia amores, fui convidada pela Pat para ler esta sequência eletrizante de Vivian e eu surtei, pois eu queria muito ler a continuação já tinha lido o primeiro livro, Vivian contra o Apocalipse, e eu gostei bastante. E caramba... eu li este livro em uma talagada só. Não consegui desgrudar. Você pode conferir esta resenha também no Lendo e Escrevendo, onde ela saiu primeiro!!!!

Neste volume Katie Coyle nos mostra a verdadeira cara da Igreja Americana. O que realmente acontece com os Crentes e como a Vivian lida com isso. Bem, esta resenha pode conter spoilers porque este é o segundo livro né gente. Mas prometo que tentarei não falar muito.

Vivian no primeiro livro perdeu seus pais com o Arrebatamento. A Igreja Americana tomou conta da América, nossa... que estranho rs, mas é isso mesmo. A corporação faz com que seus seguidores comprem produtos da Igreja, comam o que a Igreja diz para comerem, vestem o que a Igreja diz que se deve vestir, conversam com quem segue a Igreja, os outros são desgarrados, portanto não confiáveis e eles não terão lugar na segunda balsa.

Vivian passou um perrengue enorme no dia do Arrebatamento. A primeira balsa levou sua mãe e seu pai. E a deixou sozinha no mundo. Sozinha não. Ela tinha seus avós e sua melhor amiga, Harp. Por isso Viv foi morar com seus avós, contudo, as ações climáticas estão catastróficas e com isso um Tsunami acaba matando seus avós. Viv fica somente com Harp. Mas ela descobriu um segredo de sua mãe, ela tinha uma irmã, uma menina que sua mãe deu pra adoção bem antes dela nascer. E lá foram as duas adolescentes achar essa meia irmã de Vivian.

Claro que no meio disso tudo precisa ter um romance não é mesmo? É o fim do mundo poxa! Pois é, estou mesmo sendo sarcástica. Mas juro que eu entendo. Ela é adolescente, hormônios a flor da pele. E em uma das incursões, Harp e Viv encontram um rapaz, Peter. Ele era assim como elas, um desgarrado. Seu pai era da Igreja, um dos grandões, só que morreu com o Arrebatamento. E com ele, Vivian encontra o amor. Uma coisa leva a outra, que leva a outra e que acaba afundando esse trio.

Peter acaba sendo pego pela Igreja Americana, Viv e Harp lutam para sobreviver e sair da enrascada que se meteram e é aí que entra esse segundo livro.

Em Vivian contra a América encontramos uma menina fragilizada, mas ainda forte e determinada. Viv encontrou sua meia irmã e teve uma surpresinha. Sua mãe estava bem e muito viva. Winnie gostou muito da garota que viu em sua porta e tenta ajudar da melhor forma possível. Finalmente Vivian teria uma família após esse Apocalipse que a Igreja fez. Infelizmente ela estava enganada.

A Igreja Americana colocou sua cabeça e de Harp a prêmio. Mais de 1 milhão para quem trouxesse as duas vivas. E para seu espanto, Peter, o seu Peter, aquele que ela achava que estava morto, que tinha sido torturado pela Igreja pelo que descobriram estava vivinho da Silva e ali parado diante de um bando de fiéis falando que Frick era o salvador que tudo o que aconteceu foi invenção de adolescentes. Ah sim! Frick é o ‘messias’ deles. Foi ele que escreveu o livro das premonições, o que Deus falou para ele. Aham... não é bem isso, mas para saber a verdade você vai ter que ler, não vou estragar o suspense hehe

E por causa deste prêmio, a cabeça das adolescentes, Winnie leva as meninas para uma ‘família’ de rebeldes. No primeiro livro você se depara com os Novos Órfãos uma espécie de grupo formado por adolescentes que foram deixados para trás. Neste a coisa é mais séria, existe a milícia que esta disposta a fazer tudo para destruir a Igreja Americana que matou, mutilou e acabou com a vida de milhares de pessoas e alguns sobreviventes, Descrentes, parentes dos mortos se juntaram para fazê-los pagar pelo que fizeram.

E Vivian e Harp acabam parando neste grupo que as ajudam e claro, elas ajudam também, pois informações são moedas de troca muito boa. Só que nada é o que parece ser não é mesmo? Peter como a nova cara da Igreja Americana, Viv e Harp sendo caçadas. O mundo enlouquecendo a espera da segunda balsa que os levarão para o paraíso. O apocalipse que chegará no dia 24 de setembro. Sim, tem data!

Mas Vivian tem uma vantagem, ela sabe a verdade. E como colocará essa verdade para o mundo? Com um blog é claro! Rá, tomem essa Igraja Americana, ok, ok, não foi muito legal da minha parte, mas Harp começa a escrever as verdades e isso faz com que a Igreja fique mais irritada com elas. Os posts são hilários, porém muito verdadeiro. Com riqueza de detalhe. O que acaba fazendo com que muitas pessoas leiam e fiquem com a pulga atrás da orelha e comecem a questionar o que realmente aconteceu com seus entes queridos.

Vivian Apple e Harpeer Janda vivem muitas aventuras, algumas não muito felizes, mas muitas aventuras. O que Viv e Harp irão fazer? Como elas irão sair desta enrascada vivas?

Coyle descreve sobre assuntos que são muito atuais, como a crença desmedida em qualquer ícone. O consumismo desenfreado. Famílias destruídas por uma crença. Pessoas matando pessoas por serem diferentes. Amigos virando a cara para você por você pensar diferente. Retaliações religiosas. Como eu disse, assuntos bem atuais. E como não poderia deixar de ser, muitas pessoas descritas aqui nesta ficção poderia ser eu, você, sua mãe, seu pai, sua avó. Quando alguém acredita em alguma coisa acha que sua crença é sempre a correta. Que seu deus é melhor que o deus do outro. Não pensem que este livro é religioso, não passa nem perto. Katie Coyle tem um jeito todo especial de colocar verdades na ficção que você poderia dizer que realmente está acontecendo isto.

Em muitos momentos eu quis jogar o livro longe, mas como eu não podia, eu fechava, dava uma espreguiçada, sentava novamente e continuava lendo. Foram 10 horas lendo, parando, lendo e parando. Posso afirmar que a autora deu um belo desfecho para a trama e me deixou satisfeita. Este livro só não ganhou cinco por causa de alguns detalhes técnicos. Mudanças de data, erros que achei que seriam entre tradução e preparação do texto. Nada que interfira na leitura, mas se você está lendo em uma paulada só acaba percebendo.

Série: Vivian
1.    Vivian contra o Apocalipse
2.    Vivian contra a América

SERVIÇO:
Título:  Vivian versus America
Autor:  Katie Coyle
Tradutor: Flora Pinheiro
ISBN: 978-85-6980-918-0
Assunto: Ficção americana
Páginas: 304
Editora: Agir Now
Nota: 4/5
Estante: Skoob

 Sinopse: Vivian Apple tem um currículo surpreendentemente variado. Aos 17 anos, passou de boa moça estudiosa a revolucionária procurada, atravessou os Estados Unidos de carro com os amigos, lutou contra um bando de adolescentes doutrinados, encontrou uma irmã que nem sabia que existia e descobriu segredos sombrios sobre um culto que dominou a América. O próximo passo? Tentar determinar o paradeiro de Peter, seu meio-que-namorado, antes que o mundo acabe (de novo), em três meses. Perdidas em São Francisco, perseguidas por grupos religiosos e caçadores de recompensa e enfrentando uma sociedade cada vez mais próxima do colapso, Vivian e Harp estão em perigo e nem sabem por onde começar a busca por Peter. Até que uma pista as leva a Los Angeles, para o hotel Chateu Marmont, o improvável quartel-general da Igreja Americana, onde supostamente grandes nomes esperam pelo fim do mundo. Parece que Vivian precisa salvar o país, seus amigos e a si mesma, ou arriscar perder tudo que ama mais uma vez. Vivian, Harp, Peter e seus amigos são retratos de uma geração que tenta encontrar seu lugar num mundo que parece enlouquecer. Idealistas e ao mesmo tempo pé no chão, não vão parar por nada até descobrir a verdade nesta continuação de Vivian contra o apocalipse. Com personagens bem-construídos, diversos e apaixonantes, e uma trama cheia de ação e reviravoltas, Vivian contra a América é uma maravilhosa adição a qualquer biblioteca, que vai fazer você questionar tudo, até suas próprias crenças e convicções.

Tom Grass – Twist



Hoje trago uma resenha em parceria com a Pat. Esta resenha saiu primeiro no blog Lendo e Escrevendo e trago aqui para vocês do Memories também! Pois bem... Não sou muito de ler clássicos, mas Oliver Twist foi minha infância e quando veio a oportunidade de ler um livro com esse personagem nos dias atuais, eu arrisquei e aceitei o desafio.

Vou te contar... que desafio. Demorei horrores para ler. A leitura não fluía, infelizmente este livro não me pegou como deveria. Tom Grass traz para os dias atuais um garoto órfão que possui um dom. Ele desenha perfeitamente. Adora as belas artes e consegue replicar um quadro famoso só de olhar.

Oliver é um garoto que vive sozinho até conhecer e ser recrutado por Fagin. Imagina um ‘pai’ que gosta de artes e usa a desculpa de recuperar os quadros para assaltar. Sim, ele faz isso. E ao recrutar Twist ele coloca na vida do garoto uma menina. Ai gente tem que ter um romance na história. O bom é que não foca nisto.

O livro é uma correria geral entre recuperar as obras de artes, não morrer, não ser pego pela policia, não morrer, não ser pego por um militante, tentar ganhar a confiança da menina, não morrer, não ser assassinado, não cair, não morrer ao pular, não ser devorado por um buldog, não mentir direito e eu já falei em não morrer?

Pelo que entendi esse livro virará filme... quem sabe eu goste mais do filme do que do livro. Infelizmente essa narrativa pra mim não foi boa. O autor constrói um personagem forte e destemido, contudo um moleque que quer a atenção da garota bonita.

Em uma escala de 1 a 5 (é a pontuação do Skoob =P ) eu diria uns 3 a 3,5. A escrita do Grass é boa, porém não me cativou.




SERVIÇO:

Título: Twist
Autor:  Tom Grass
Tradutor: Mariana Kohnert
ISBN: 978-85-220-3070-5
Assunto: Ficção inglesa
Páginas: 288
Editora: Agir Now
Nota: 3/5
Estante: Skoob


Sinopse: Como seria a vida de Oliver Twist se ele fosse um menino órfão em pleno século XXI? Recém-fugido de uma instituição para jovens criminosos aos 18 anos, Oliver é apaixonado por arte. Dotado de uma memória incrível, passa seus dias recriando de cabeça quadros famosos nos muros de Londres enquanto sonha em estudar artes plásticas. Porém, seus talentos chamam a atenção de Fagin e sua gangue de ladrões, que possuem outros planos para Twist...