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Clive Cussler - A Caçada



Quando fui presenteado com esta obra pela minha amiga Milena, me senti desafiado a trilhar pelo caminho de ficção policial e fugir da “minha praia” que é a literatura fantástica e, confesso que não podia ter ficado mais feliz com a escolha e também com seu resultado. 

Cussler nos deleita com uma narrativa cheia de suspense, ação e audácia e até mesmo um pouco de romance. Quando o Governo dos EUA contrata a renomada Agência de Detetives Van Dorn em busca do lendário “Assaltante Açougueiro” nos deparamos com o começo de uma estrutura que inspiraria a criação da Agência Federal de Investigação (FBI) e em como a sociedade daquela época estava despreparada para um vilão tão inteligente e cruel. 

No meio dessa perseguição Bell não somente encontrará um grande adversário e seus comparsas, mas perderá e fará novos amigos, encontrará o amor e ainda estará presente na maior desastre natural que já assolou a cidade de São Francisco. 

Por outro lado o assaltante se aproveitará da pouca segurança de pequenas agências bancárias em cidades mineradoras, onde os pobres trabalhadores teriam sua folha salarial levada pelo criminoso que matava qualquer testemunha do seu “esporte favorito”. 

Vamos então embarcar nessa perseguição implacável do bem contra o mal que irá te prender e fazer ficar ansioso pela página ou capítulo seguinte desta ficção, mas que parece uma história real devido à riqueza dos detalhes e a escrita do consagrado autor norte-americano em sua história que ainda incluem locomotivas a vapor e outras emoções em alta velocidade. 

Reforço o potencial deste best-seller com o qual pude me divertir e me emocionar ao seguir cada pista pelas ruas, rios e trilhos americanos em 1906, época de uma sociedade que crescia de forma alucinante a custa do trabalho de muitos e, onde poucos desfrutavam de luxo e conforto.



Série: Isaac Bell

1. A Caçada
2. The Wrecker
4. The Race
5. The Thief
6. The Striker
7. The Bootlegger
8. The Assassin



SERVIÇO:

Título: The Chase
Autor: Clive Cussler
ISBN: 978-85-8163-219-3
Gênero: Ficção norte-americana
Páginas: 383
Editora: Novo Conceito
Nota: 5/5
Estante: Skoob

Sinopse:
Abril de 1950: O casco enferrujado de uma locomotiva é encontrado no lago Montana. Dentro dela, há os restos de três homens que morreram 44 anos antes...
1906: Por dois anos, a região do oeste dos Estados Unidos suportou consecutivos assaltos a banco realizados por apenas um homem, o “Assaltante Açougueiro”, que assassinava a sangue frio toda e qualquer testemunha e, então, sumia sem deixar rastros. Fomentado pelas depredações desse criminoso, o governo dos EUA contrata o melhor homem para essa captura – um detetive alto e sério chamado Isaac Bell.
Do Arizona às ruas de São Francisco, em meio a uma catástrofe, Bell persegue a maior mente criminosa com a qual já se deparara. Usando ciência e intuição, o detetive em muitos momentos se aproxima de sua presa, que a cada instante fica mais irritada e tenta virar o jogo contra ele. E logo o detetive precisará usar todas as suas habilidades não somente para triunfar, mas principalmente para sobreviver.

O Espião


 Título Original: The spy
Autores: Clive Cussler e Justin Scott
Tradutor: Henrique Amat Rego Monteiro
ISBN: 978-85-63219-98-5
Gênero: Ficção – Literatura norte-americana
Páginas: 416
Editora: Novo Conceito
Nota: 2/5
Estante: Skoob
Onde comprar: Cultura / Submarino / Saraiva






Sinopse:
 É 1908 e acumulam-se tensões internacionais enquanto o mundo caminha inexoravelmente para a guerra. Após um talentoso projetista de canhões de couraçados morrer em um aparente suicídio, sua filha, angustiada, recorre à lendária Agência Van Dorn para limpar o nome do pai. Van Dorn põe seu principal investigador no caso, Isaac Bell, que logo percebe que as pistas apontam não para suicídio, mas para assassinato. E quando se seguem outras mortes mais suspeitas, fica evidente que alguém — um ardiloso espião — está orquestrando a eliminação das mentes tecnológicas mais brilhantes... Mas isso é apenas o começo.

Comentários:

Conversa vai... conversa vem… com a Jéssica, Reading Books and more..., surgiu o assunto de livros... claro.
Milena: – Ai Jess... não sei qual livro vou ler agora. Preciso pegar algum da Novo Conceito.
Jéssica: – Você já leu O Espião?
Milena: – Ainda não. É bom?
Jéssica: – Eu não gostei, mas quem sabe você não tem outra opinião?
É... Infelizmente não terei outra opinião. Esse livro chegou com uma proposta muito boa ao meu ver. Adoro histórias de espionagem industrial. Gosto de esquemas policiais. Fico admirada ao ver descrições de épocas que não vivi. Portanto quando a Jess me falou dele achei que seria rápido para ler, é um assunto que curto. Ledo engano.
A capa muito bem feita mostra de cara para que veio o livro. Navio, uma mulher com olhar de indefesa, um atirador (que podemos deduzir ser o espião), o projeto de diagramação muito caprichado.
Ao todo são 416 páginas de histórias que poderia ser simplificada para 300 no máximo. Os autores pecam ao tentar tornar a trama longa. O inicio do livro é tediante, quando chega-se no meio você pensa 'agora vai', o ritmo aumenta e flui bem. Contudo estaguina-se novamente e em 50 páginas ocorre tudo de uma vez.
Os acontecimentos levam a crer em um determinado suspeito, porém até chegar a conclusão demora muito ao meu ver. O personagem principal é um detetive, portanto ele deveria ser mais rápido em perceber certas trivialidades.
Gostei bastante dos personagens atribuídos à história. Japoneses, alemães, ingleses. Um espião japonês diz ao seu contratante

“Não faço espionagem pelo dinheiro. Espiono pelo Império do Japão.” (pág. 19)

E como resposta leva “e para mim”. Esse era o espírito dos espiões contratatos pelo ‘chefe espião’. Para eles a espionagem era para um bem maior. A história acontece em 1900. Entre guerras e supostos aliados. Notei falta de descrições da época. Mas enfatiza-se as descrições navais. Um estudo muito bom de couraçados, navios, submarinos, armamentos e etc.


Observei uma forma interessante de linguagem. Para quem assisti C.S.I. N.Y. como eu, lembra-se de um episódio com a gangue Hell’s Kitchen. Essa gangue é formada por irlandeses e aqui na história foi no ano que se originou. Voltando a linguagem que mencionei. Você lê normalmente, mas logo em seguida vem uma explicação do narrador mostrando como exatamente ocorreu. Um ponto positivo ao meu ver. Mesmo por que pessoas sem instrução falam errado.

“Num queru trapaiá us pissuá, si pricisá saí mais cêdu” (pág. 142)

Em outras partes vemos que o lado policial do detetive fala mais alto e podemos entrar na cena com ele no momento em que ele vai sozinho até o cassino do chefão dos Hell’s Kitchen e acaba com o lugar. Meio surreal, mas divertido... confere boas risadas.
Mas a perseguição gato e rato não me atraiu. O lado bom é que é livro único. Uma leitura regular. Espero que o livro “O Reino” do mesmo autor não me decepcione.