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Leigh Bardugo – Mulher Maravilha – Sementes da Guerra


Este livro foi o escolhido para discutirmos no Clube do Livro do mês de setembro. Mesmo sendo um livro novo ele teve uma boa repercussão. Claro que foi devido ao filme. Contudo, todavia e no entanto... assim que eu vi que o livro iria sair eu quis, mas não foi por causa do filme e sim por conta da autora!



Leigh Bardugo escreveu uma das séries que mais gosto, a Trilogia Grisha. Sombra e Ossos, Sol e Tormenta e Ruína e Ascensão. E quando vi que seria ela que escreveria me empolguei e muito!!!

Neste livro vemos uma Diana jovem, com 17 anos, uma adolescente que precisava a todo custo provar que não era apenas a filha da rainha Hipólita, mas uma verdadeira amazona.


INTERVENÇÃO: A Ilha Paraíso era habitada pelas antigas amazonas da mitologia, e não havia homens na ilha. Supostamente a Mulher-Maravilha veio ao mundo na Ilha Paraíso como uma estátua de menina criada por Hipólita (rainha das amazonas). Tão apaixonada por sua escultura, a rainha pediu aos deuses que dessem vida a figura, e foi atendida (semelhante ao mito grego de Pigmaleão). Mas em publicações recentes (universo dos quardinhos) foi revelado que na verdade ela é filha biológica de Hipólita com Zeus, deus do Céu. Recebeu o nome de Diana. Junto com a vida, ela foi presenteada pela maioria dos Deuses do Olimpo, como Atena, que lhe deu a sabedoria; Hermes, lhe deu a velocidade; de Deméter ganhou a força e poder; de Afrodite, enorme beleza e coração amoroso; dos gêmeos Ártemis e Apolo, ganhou os olhos de caçadora, a compreensão das feras e a capacidade de cura acelerada; de Héstia, recebeu a afinidade com o fogo para que os corações se abrissem para ela; de Hefesto, ganhou a imunidade ao fogo, seus braceletes e seu laço mágico; do seu tio Poseidon, ganhou a destreza no nado e de seu pai Zeus,(apesar de que haja discordância sobre que seja realmente seu pai) ela recebeu a herança de semi-deusa e a capacidade de voo. (FONTE: Wikipedia)


Por que coloquei essa pequena intervenção? Pois aqui no livro Diana é constantemente chamada de Píxide, feita do barro, por Tecmessa a melhor amiga de sua mãe. Diana não gostava nada disso e queria vencer uma maldita corrida para que Tec e as outras amazonas não ficassem rindo dela ou mesmo a subestimando.

Na corrida Diana já tinha tudo esquematizado para vencer, só que ela não contava com um pequeno detalhe. Um pedido de socorro depois da barreira. Claro que não pensou duas vezes. Largou a corrida e foi salvar a pessoa. Mas o que Diana não imaginou era que a pessoa em questão fosse uma menina e que sua embarcação houvesse sido destruída e ela era a única sobrevivente.

Temiscera é uma ilha que não existe aos olhos humanos. Só aquelas mulheres que são honradas pelas deusas que vão para lá. Seja por perecer em batalha e se provar valorosa ou no momento de sua morte clamar por uma deusa. Só que a menina não clamou e muito menos foi uma guerreira que pereceu em batalha. Porém ela chegou à ilha. E Diana foi sua salvadora.

Contudo, Diana não sabia os reais perigos que aquela menina traria para sua família. Alia era um perigo para si, para Diana, para as amazonas e para o mundo.

Alia é descendente de uma linhagem de Sementes da Guerra e muitos a querem morta, pois acredita-se que ela traz guerra por onde passa. Para Temiscera, Alia estava trazendo a morte e doenças para as amazonas.

Diana precisava ir ao Oráculo. Tinha que saber o que fazer para ajudar. Sua melhor amiga, Maeve, estava morrendo. Sua mãe e Tec estavam em polvorosas, pois tudo o que lhes era mais precioso estava morrendo. Elas também iriam para o Oráculo. Diana tinha que ser mais rápida. E o que ela fez? Correu para seu quarto, ela precisava pegar algo para as oferendas. E correu.

Chegando lá se arrependeu na mesma hora. Só que ela tinha que tentar, ela sabia que a culpa era sua. Tudo começou quando ela escondeu Alia. O Oráculo aceitou sua oferta e lhe deu sua resposta. Alia tinha que morrer o futuro da humanidade dependia disso. Só que Diana era muito esperta, pescou um “e se” e questionou o Oráculo para saber como salvar a menina, sua casa e o mundo.

E lá vai Diana para uma aventura. Ela jamais saiu da ilha. E agora iria para Grécia. Ela precisava banhar Alia no local onde Helena jazia:

– A Semente da Guerra deve chegar a nascente em Terapne antes do pôr do sol do primeiro dia de Hecatombaion. A Semente da Guerra será purificada onde Helena descansa, expurgada da mácula da morte que manchou a linhagem desde o início. Lá seu poder será selado e jamais passado para outras. (pág. 52)

O bacana desse enredo é que tudo o que podia dar errado deu. E foi muito divertido. Ok, também me irritei muito, mas faz parte. No clube até foi levantado que pareceu muito Percy Jackson, por conta da mitologia e a jornada do herói. Pode ser, mas como eu gosto muito de PJ me diverti horrores.

Diana foi parar em Nova York, Alia queria voltar pra casa e não entendia como era importante ela ir com Diana para a Grécia. Ela ainda não acreditava na história da amazona.

E foi em Nova York que Alia se reencontra com seu irmão Jason, sua amiga Nim e seu grande amor Theo. Diana conhece esse grupinho e acaba se afeiçoando.
(colocar as fotinhos)

Diana é muito crua. Ela nunca saiu da ilha, por isso consegue ser engabelada fácil. Ser ingênua tem suas qualidades, mas a pessoa só se fode. E claro, Diana, pastou muito.

– Você se lembrará de mim – disse ele, num arquejo, o rosto brilhando de suor. – Eu fui seu primeiro beijo. Poderia ter sido o primeiro em tudo. Você sempre saberá disso.Ela o encarou com firmeza.– Você foi o meu primeiro nada (...). Eu sou imortal, e você é um mero detalhe. Vou apagá-lo da minha história, e você desaparecerá, esquecido por este mundo. (pág. 365)

O livro tem uma dinâmica muito rápida. A leitura flui em um piscar de olhos. Tanto que peguei o livro na quinta, dia 28, e acabei na sexta, dia 29. O clube foi no dia 30 de setembro. Então da pra ver como é rápido e muito fácil.

Sabe o que me deixou mais satisfeita neste livro? As personagens. Leigh Bardugo trouxe a inclusão na história. Ok, vemos vários livros com personagens negros, mulheres fortes, orientação sexual e afins. Aqui as personagens são:

Diana: uma mulher forte, não sabe o quão poderosa é.



Alia: negra, inteligente, nerd, persistente e muito tímida. É a filha mais nova de cientistas e sempre está no radar do irmão.




Nim: melhor amiga de Alia, negra, indiana, gorda, fashionista, muito inteligente, lésbica. Uma guerreira.  



Jason: negro, audacioso, cuida de sua irmã da forma que acha melhor para eles, tenta fazer do legado dos pais o seu próprio, não é muito inteligente, porém é muito cativante.



Theo: melhor amigo e assistente de Jason, nerd de tecnologia, nem seu pai acredita nele, por que os outros acreditariam?



Este improvável grupo decola para Grécia para tentar salvar o mundo. O que será que acontece? Leia. Leia. Leia. E leia. Essa série vai dar o que falar. Estou muito ansiosa para os próximos.

Fiquem com a fotinho do pessoal que foi para o nosso encontro:



E para o próximo encontro o livro em discussão será Depois daquela montanha, que sairá filme também! Já estão todos convidados!!!! Confirme presença na página do evento. 



Beijinhos e até a próxima!

Série: Lendas da DC

1. Mulher Maravilha: Sementes da Guerra
2. Batman – escrito por Marie Lu
3.  Mulher Gato – escrito por Sarah J. Maas
4.  Superman – escrito por Matt de La Peña


SERVIÇO:

Título:  Wonder Woman: Warbringer
Autor:  Leigh Bardugo
Tradutor: Mariana Serpa
ISBN: 978-85-8041-746-3
Assunto:  Ficção americana
Páginas: 400
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5


Sinopse: Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana. Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal. No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Kate Morton - A Casa do Lago


Oi gente bonita! Como vocês estão? Sei que estou sumida... ando meio desanimada com as leituras, massssss eu me propus fazer e cá estou!

Este livro foi o escolhido do Clube do Livro no mês de agosto e posso dizer que me decepcionei com o final. Gente esse livro tinha tudo para ser. Contudo, todavia e no entanto... pra mim não foi.

“Ah, Milena... mas o que exatamente você não gostou?”

Gente eu curti o drama, isso foi um ponto mega positivo. O enredo de mudança de tempo, também gosto disso. Porém a forma como Morton finalizou... isso me irritou um pouco.

Mas vamos conhecer um pouco do enredo? Do que fala exatamente este livro?


O livro começa com uma cena em Cornualha, mais precisamente em agosto de 1933. Com uma mulher enterrando uma caixa. Só que não sabemos o que tinha nesta caixa e muito menos quem era essa mulher. Apenas sabemos que, a mulher em questão estava muito, mas muito arrependida:

“Quando aconteceu pela primeira vez, ela cogitou confessar e, talvez, no início, devesse mesmo ter feito isso. Mas perdeu a oportunidade e agora era tarde demais. Muita coisa havia acontecido: as buscas, os policiais, os artigos nos jornais implorando por informações. Não havia ninguém a quem ela pudesse contar, nenhuma forma de consertar aquilo, nenhuma chance de um dia a perdoarem. A única saída era enterrar a prova.” (pág. 5)

Mistério! Essa parte é muito boa. Sério! Este mistério estava irritante de tão bom.
Continuamos em Cornualha com a apresentação da família Evedane. Aqui conhecemos todas as personagens da trama antiga.

Loeanneth é a propriedade que se passa a trama. Foi a propriedade DeShiel por anos até Henri Edevane comprá-lo para sua esposa, Eleanor Edevane. Henri e Eleanor tiveram três meninas Deborah, Alice e Clementine. E um menino Theo que infelizmente sumiu na noite da festa que Eleanor e Henri davam anualmente.

A casa já teve duas babás. A babá Rose uma mulher jovem que era muito atenta, ajudava na criação das meninas e ficava com o pequeno menino sempre.  E a velha babá Bruen, uma senhora severa que a vovó DeShiel adorava, mas as meninas não.

Benjamin Munro um faz tudo foi contratado para ajudar no jardim e Alice se apaixonou por ele. Imagina uma menina de 16 anos vendo um homem robusto, lindo e muito gentil... ela queria ele para ela.

Alice adora escrever, seu pai sempre lhe dera um caderno por ano. Lá ela começou a escrever seus livros. Sim! Alice queria ser uma escritora de romances policiais. E não só uma escritora boa, mas a melhor! E ela fez uma história magnífica. Só que era segredo... por enquanto.

E a família DeShiel sempre fazia festas na mansão Loeanneth, vovó DeShiel adorava isso. E sua filha, Eleanor, manteve a tradição. Por mais que ela não fosse aficionada por estas festas... Eleanor manteve isso vivo até que... nesta fatídica última festa o bebê Theo sumiu. Como? Ninguém sabe. Só que também houve uma morte. Llewellyn foi o médico da família, ele colocou Eleanor no mundo, mas devido um problema jamais voltou a medicar, virou pintor e fazia obras excelentes. Infelizmente ele faleceu nesta mesma noite.

INTERVENÇÃO: Bem... nesta festa perdemos três personagens cativantes. O bebê Theo, fofucho... muito apegado a Clementine (a filha mais nova). O sr. Llewellyn que morreu de forma súbita. E Ben Munro que foi embora (seu contrato tinha acabado) para a desolação de Alice.  

Agora vamos para o tempo recente. E é aqui que conhecemos a Sadie Sparrow, seu avô Berni e o tempo atual. Sadie é uma policial de Londres. Que “acidentalmente” deixa escapar para o repórter Derek Maitland que a mãe não fugiu. Que “fontes acreditam que esteja morta”. O caso Bailey. Este caso consiste em uma menininha que passou três dias sozinha em um apartamento enquanto sua mãe sumira. Contudo Sadie não acreditava nisso. Pois a mãe era uma mulher zelosa que jamais iria deixar sua bebê.  Até a avó da criança acreditava que sua filha deveria estar morta, nunca acreditou na teoria do pai da menina que ele disse ser louca e com certeza a tinha abandonado para estar com um cara qualquer. E ele criaria sua filha com atual esposa e a criança seria muito bem cuidada.

Mas como a policial não acreditou que a mãe tinha sumido deixou escapar algumas informações para a mídia. E claro... foi convidada a tirar uma férias forçadas até que tudo se resolvesse. Donald, seu parceiro, a orientou para que ela realmente viajasse e parasse de conversar com a avó da menina.

Sadie realmente viajou, foi para a Cornualha visitar seu avô Bernie. Após a morte de sua esposa resolveu ir para o interior e curtir o resto de sua vida. E Sadie a contragosto foi passar as “férias” com ele.

Berni e sua esposa abrigaram Sadie quando ela engravidou logo adolescente, seus avós receberam uma adolescente cheia de raiva, dúvidas e incertezas. Mas trataram com muito amor. Infelizmente Sadie não ficou com a criança. E isto seria mais um prego no caixão emocional dela. Pois o passado sempre nos acha, não é mesmo?

Para aplacar a raiva que sentia de si mesma por ter falado com a imprensa e de ser acusada, diga-se de passagem... muito corretamente, por seus superiores por ter passado informações que não deveria, Sadie foi correr com os cachorros do avô, Ash e Ramsay. Essas corridas faziam bem para ela. E numa dessas escapadas um dos cachorros encontrou uma propriedade no meio do nada. Loeanneth.

“De certa forma – a tampa aberta do piano, as almofadas do sofá remexidas, a xícara de chá sobre a mesa –, a sala dava impressão de que quem tinha morado ali acabara de sair e voltaria a qualquer momento. Mas ao mesmo tempo, existia uma quietude misteriosa, de certo modo permanente, sobre o mundo do outro lado do vidro. A sala parecia congelada, o conteúdo suspenso, como se até o ar, o mais implacável de todos os elementos, tivesse sido fechado do lado de fora, como se fosse difícil respirar ali dentro. Havia algo mais também. Algo que sugeria que a sala estava assim havia muito tempo.” (págs. 36-37)

Quando retornou para sua casa, contou ao avô sobre a propriedade e percebeu que tinha uma amiga dele em casa. Ela falou com quem Sadie poderia conversar sobre a propriedade e lá foi ela para... A biblioteca! Rá! Um local que se encontra de tudo!!!

Pois bem, lá foi a Sadie descobrir o que aconteceu para uma casa linda estar totalmente abandonada. E claro... o crime. Sim! Sadie vai tentar entender o que aconteceu com o bebê Theo e para isso entra em contato com Alice Edevane, a escritora mega famosa e super reclusa.

Alice tinha um assistente.  Peter. Ele era excelente. Fazia tudo o que ela mandava, não reclamava. Foi o primeiro e único assistente de Alice. E foi ele que recebeu a carta da detetive Sadie Sparrow sobre a casa do lago. E claro que ficou com uma pulguinha atrás da orelha, pois como estava atualizando a página da autora precisava de algumas informações que Alice não daria, então uniu o útil com o seu grande trabalho de pesquisa. Alice depois de muito pensar aceita se encontrar com a detetive.

Ai já pode imaginar o que acontece né? Não vou revelar mais. Se gostou do mistério até aqui convido você a ler a obra. É muito bem trabalhada. Mas não espere um final espetacular. Isso não tem. Tudo é respondido.

O caso Bailey. O caso Theo. A mulher misteriosa enterrando uma caixa. O bebê que Sadie entregou para doação. Tudo será respondido e isso me deixou muito feliz. Kate Morton não deixou arestas. A trama é bem intrincada e isso me deixou muito feliz. Só esperava outro final. Mas é isso. Espero que tenham curtido e a próxima leitura para o Clube do Livro é o novo livro da Leigh Bardugo “Mulher Maravilha – sementes da guerra”.

Beijinhos e até a próxima!



SERVIÇO:

Título:  The Lake House
Autor:  Kate Morton
Tradutor: Rachel Agavino
ISBN: 978-85-8042-728-9
Assunto:  Literatura ficção australiana
Páginas: 431 (e-book)
Editora: Arqueiro
Nota: 3/5


Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.

A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.  Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros. 
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.  Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Fiona Barton – A Viúva



Olha eu novamente dando as caras por aqui!!! Sei que estou sumida e é por uma boa razão. Estou em busca de recolocação no mercado de trabalho e é muito complicado manter as postagens diárias como eu adoraria. Preciso correr atrás de vagas, portanto se souberem de algo me avisem! Agora vamos para a minha crítica?

A Viúva foi o livro sorteado para o clube do livro que aconteceu na Saraiva do Pátio Paulista no dia 3 de junho, no sábado, e foi regado a risadas e altos papos sobre psicologia de relacionamentos.

Nosso pequeno, mas ativo clube do livro!!!

Como deixar um relacionamento abusivo acabar com sua vida? Como não achar estranho as acusações sobre seu marido? Como enfrentar acusações diárias de todos sobre seu marido e ainda por cima você continuar casada com ele? Como enfrentar uma vida de imposições e a única coisa que mais você deseja, com ele, não poderia ter jamais?
Sim... são vários questionamentos que você faz durante a leitura e ainda por cima fica na dúvida se realmente aconteceu ou não.

Fiona Barton é jornalista investigativa, com certeza ela tirou essa história de alguma matéria que realizou, pois me pareceu muito íntimo o relato. Todos têm fantasmas em suas vidas profissionais. De algum médico foi um paciente que não sobreviveu aos seus cuidados. De um advogado, algum caso que perdeu sabendo que seu cliente era inocente. Uma mãe que perdeu seu filho, um policial que não encontra uma criança sequestrada... muitas coisas que acontecem em nossas vidas que nos perseguem até a morte.

E este é o enredo deste livro... A Viúva é um livro que te faz questionar a sanidade das personagens, a realidade dos fatos e o que acontece realmente.

A história é narrada entre o passado e o presente (mais um livro escrito assim, No escuro que discutimos no mês passado também era). Sendo nas visões da viúva (Jeanie Taylor), do policial (Bob Sparks), da repórter (Kate Waters) e apenas um capítulo do marido morto (Glen Taylor).

Nestes capítulos são contados alguns dias específicos dos personagens e o real motivo para a grande pergunte: Onde está Bella Elliott que foi raptada? Foi mesmo o Glen? E se foi, o que ele fez com ela? A esposa está de conluio?

O leitor fica até o último momento querendo decifrar o que aconteceu de verdade. E a autora não decepciona. Fiona não economiza nos problemas psicológicos nesta trama.

O livro não possui cenas fortes ou sangue. O drama é todo psicológico. Você entra na cabeça das três personagens principais:

Uma mulher que não teve filhos e viveu uma vida razoável, mas infeliz ao lado de um marido abusivo. Veja bem, os abusos dele não eram físicos. Eles se casaram quando ela tinha 17 anos. Ele a “ensinou” como queria tudo. Uma casa saída de revistas de decoração, uma esposa fiel e não questionadora.

Um policial viciado na profissão. Que faz de tudo para prender o culpado. Que precisa, não... não é esta a palavra, ele necessita saber a verdade sobre o caso de sua vida. Um homem que poderia ter se aposentado e curtido a esposa, mas ficou batendo na mesma tecla até que conseguisse as respostas que queria.

Uma repórter que não sabia o significado do não. Que a coisa mais primordial de sua vida não era o casamento e seus dois filhos e, sim o furo que conseguiria para o jornal. Os holofotes. À custa de quem? Dos sentimentos de seus entrevistados? Até onde se vai por uma matéria? (Isso me lembrou de um filme antigo que vi e adoro chamado A Montanha dos Sete Abutres, onde o jornalista quer notoriedade e acaba causando um circo por causa de um desmoronamento. Vou assisti-lo novamente e faço um post sobre ele).

Fiona Barton me trouxe novamente para esse mundo da redação. Nunca trabalhei em jornal ou revista, mas trabalhei como assessora e sei como os colegas podem ser insistentes.

O livro traz muitos questionamentos, mas não foi uma leitura que me empolgou a ler rápido para saber o final, a leitura tem um ritmo bom, flui normalmente e muito indicado para aquele final de semana que você vai ficar de boa em casa, em dois dias você acaba com a leitura.

Espero que tenham gostado vou deixar algumas fotinhos aqui em baixo e até a próxima!

Beijos

 
Almocinho delícia com as amigas


SERVIÇO:

Título:  The Widow
Autor:  Fiona Barton
Tradutor: Alexandre Martins
ISBN: 978-85-510-0103-5
Assunto:  Ficção inglesa
Páginas: 356 (ebook)
Editora: Intrínseca
Nota: 4/5



Sinopse: Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.

Lori Nelson Spielman - A Lista de Brett - Editora Verus


Ai meu Deus! Gente esse livro é muito, muito, muito lindinho. Lembra que eu falei que estou com alguns clubes de livros? Pois é, este foi escolhido para o Clube do Livro Fábrica dos Convites que aconteceu no sábado dia 14 de maio na Livraria Leitura do Golden Square onde trabalho às 15h00.


Ai você está pensando porque eu estou fazendo sempre propaganda aqui? Bem, não é bem uma propaganda né... é mais um aviso que agora estou trazendo alguns eventos lá!!! Portanto fiquem de olho ^_^

O que falar de A Lista de Brett? Eu nunca fiz uma lista de sonhos quando era criança. Nunca tive intenção de fazer uma lista e a ver cumprida. Mas a Brett fez quando tinha 14 anos e sua mãe a guardou.

O livro começa com um funeral, sim... eu já chorei nas primeiras páginas. O que posso fazer? Sou manteiga derretida mesmo. A família de Brett é detentora de uma empresa de cosméticos e quando ela e seus irmãos e cunhadas vão ao advogado pegar a sua parte da herança, Brett descobre que a presidência da empresa que seria sua foi pra sua cunhada. A casa da sua mãe não poderia ser habitada por mais de 30 dias. E para ela receber a sua parte na herança precisava cumprir a lista de desejos que ela escreveu há 20 anos...

Você largaria sua vida por um sonho de menina? Eu provavelmente sim. E a Brett? Com certeza ela fez. Não por ela, mas pela mãe. Algumas coisas na lista eram simples como ser amiga para sempre, ter um cachorro, se apaixonar de verdade, dar aulas... mas outros... ah... não eram tão fáceis assim não. Ter um filho. Ajudar os pobres. Ter um cavalo. Fazer apresentação ao vivo... entre outros.

Ai você me pergunta “Ah, Milena ajudar os pobres? Isso é fácil”. Não meus amigos. Isso não é nada fácil. Você acha que ajudar os pobres é somente doar dinheiro? Infelizmente não é isso. E Brett acabou descobrindo exatamente isso quando foi eliminando os itens de sua lista.

Brett estava em um relacionamento fadado ao fracasso. Era diretora executiva de publicidade na empresa da mãe. Não tinha perspectiva de futuro a não ser virar presidente da companhia quando sua mãe morresse.  Mas o que a mãe de Brett fez foi ao mesmo tempo ótimo e péssimo. Tudo o que estava acomodado foi bagunçado e isso tirou Brett de sua zona de conforto e era exatamente isso que a mãe dela queria. Que sua única filha, ela tinha mais dois meninos, fosse feliz.

Com um prazo de um ano, Brett teve que rebolar para fazer as exigências da mãe. Senão ela não iria receber sua fortuna. O que mais me chamou atenção nesse enredo foi o cuidado que a autora teve ao escrever as cartas que a mãe deixou para a filha. Uma forma de conversar com ela, mesmo estando morta. A mãe de Brett sabia exatamente como era sua filha. O que ela pensava e como agia, assim a troca de cartas cada vez que a meta era cumprida foram mais lágrimas para a conta da Milena. 

O que aprendi com esse livro? Sim, cada livro aprendemos uma coisa diferente, seja um romance ou seja um terror. A moral está lá embutida para que você seja tocado de alguma forma. A Lista de Brett me mostrou que nada é o que aparenta ser. Tudo o que parece estar bom, pode melhorar. Que seus sonhos podem e devem ser realizados. Que dinheiro não é tudo. Ajuda? Com certeza. Mas ver um sorriso no olhar de quem você está ajudando é mais recompensador do que a verba que está na sua conta. O amor existe sim, basta você ver os sinais. Que existe maldade no mundo e eu não sou imune a ela. Porém existe amor também e graças a Deus, não sou imune. Que eu jamais devo me acomodar. Que meus sonhos não devem ser subjulgados por quem quer que seja.

Somos seres individuais que precisamos viver em grupo, mas nem por isso não podemos ter voz. Obrigada Lori Nelson por me proporcionar uma leitura gratificante e emocionante.

Beijinhos


SERVIÇO:

Título: The Life List
Autor:  Lori Nelson Spielman
Tradutor: Ana Death Duarte
ISBN: 978-85-7686-18-9
Assunto: Ficção americana
Páginas: 304
Editora: Verus
Nota: 5/5
Estante: Skoob


Sinopse: Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente. Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.


Jayne Fresina – Madrugadas de Desejo

Vocês viram minha epopeia com o Madrugadas de Desejo não é? O E-book deu pau, não abria, travava o LEV eu estava desistindo de ler para o Clube do Livro Fábrica dos Convites. Contudo, todavia e no entanto ainda bem que não desisti.

O livro é muito divertido, conta a história de Mariella Vyne uma mulher com 27 anos que para a sociedade londrina do século 19 uma mulher que já estava velha para se casar. Uma mulher que ajuda a família, cuida do seu velho padrasto, foge das investidas de suas meias irmãs, pois as duas querem que ela se case e pare de envergonha-las perante a sociedade. Ai você penso, p@#$% por que tudo tem que ser tão difícil?

O que realmente essa mulher quer? Ellie quer apenas uma casinha no campo, uma lareira, um cão na cesta, sua biblioteca e tardes passadas nela lendo. Até eu queria isso hehe Porém nada é do jeito que queremos não é mesmo? Ellie tem um grande inimigo.

Temos também nessa história um homem garboso. Um homem que no auge de seus 37 anos é um solteiro incorrigível, James Hartley, Massssssss seus dias de farra estão contados. Sua avó quer casa-lo de qualquer forma, pois ela cansou dele a cada noite estar com uma mulher diferente e envergonhar o bom nome da família. Ah sim, ele é extremamente rico. Tem que ser né kkkk não tem graça se os dois forem pés rapados =P

Ai você se pergunta “O que eles têm em comum?”. Os dois se conheceram quando mais novos, Ellie com 10 anos e James com 16, e se odeiam mutuamente. Tudo por causa de uma brincadeira de uma menina de dez anos. Ellie pintou um bigode no rosto de James enquanto ele estava dormindo embaixo de uma árvore. James por sua vez passou com sua carruagem em uma poça bem na hora que Mariella estava caminhando, acabando por sujá-la inteirinha de barro.

Gente as cenas dos dois são hilárias. É xingo, pontapé, brigas e discussões, é muito muito divertido. Eu sou uma pessoa que lê fazendo caretas, rindo, chorando em qualquer lugar. Portanto imagina eu lendo as cenas em que os dois estão com suas trocas de farpas e eu achando mega divertido e uma mulher no ponto do ônibus me olhando com reprovação.

Tia do ponto do ônibus, se a senhora não se diverte lendo o problema é seu. Cada livro é uma aventura diferente e eu me aventuro por todas. Isso é, quando o autor consegue me transportar para sua história, senão infelizmente não tem graça. Agora voltando a história rsrs

O que acontece quando uma mulher firme em seus ideais é ‘obrigada’ a se casar com seu arqui-inimigo? Rá! Como você reagiria? Ellie se envolveu em uma trama muito complicada e para resolvê-la James entra em ação. O que esse homem fará? Como esse casal improvável terminará?

Ao ler esse livro no inicio eu torci o nariz. Não gosto de romance. Nunca li romance de época, pra mim são livros dos vestidos bonitos hehe Mas como me propus a participar do clube do livro e as chances de sair livros que eu nunca leria me chamaram a atenção. Assim é uma maneira de tirar esse preconceito que existe em minha pessoa e dar oportunidades para histórias incríveis como essa.

Eu leio no caminho da minha casa para a livraria e da livraria para minha casa. Isso dá em torno de 4 horas diárias dependendo de quem estiver comigo. Minha prima ou o rapaz do CPD que trabalha comigo... Ai eles começam a falar e minha leitura acaba =( Porém às vezes consigo ler bastante.

Bom é isso, espero que tenham gostado de ler minhas impressões e até a próxima!

Beijinhos






SERVIÇO:

Título: The wicked wedding of Miss Ellie Vyne
Autor:  Jayne Fresina
Tradutor: Alice Klesck
ISBN: 978-85-67028-75-0
Assunto: Ficção romance
Páginas: 257
Editora: Única
Nota: 4/5
Estante: Skoob
 
Sinopse: Um jogo de mistério e sedução que não terminará a menos que os dois se entreguem. A Inglaterra do século XIX é elegante, charmosa e aventureira. Um lugar onde é difícil não se 

deixar levar pelos deliciosos (e perigosos) jogos que lords e ladies libertinamente experimentam. Não poderia ser diferente na bela Brighton, o lar de Ellie Vyne e James Hartley: inimigos declarados desde a infância. Ellie sempre foi uma mulher de ideias a frente de seu tempo, temperamento forte, ousada e, principalmente, avessa a todas as tentativas de suas irmãs para lhe arrumarem um marido. Afinal, com 27 anos era um absurdo ainda perambular sozinha por aí. E é claro que James, um dos solteiros mais cobiçados da cidade, fazia questão de deixar clara sua desaprovação. Durante suas misteriosas escapadas, Ellie rouba algo muito precioso de James, que não terá paz até descobrir a identidade do ladrão. Querendo ou não, eles estão cada vez mais próximos. Como resistir ao charme de James e levar sua mentira adiante? Nesse jogo de perdição, Ellie arriscará tudo, inclusive seu coração. Enquanto James tenta desvendar o segredo da jovem, o desejo proibido que surge entre os dois será capaz de romper com todas as regras da alta sociedade inglesa.