Mostrando postagens com marcador Editora Arqueiro. Mostrar todas as postagens

Leigh Bardugo – Mulher Maravilha – Sementes da Guerra


Este livro foi o escolhido para discutirmos no Clube do Livro do mês de setembro. Mesmo sendo um livro novo ele teve uma boa repercussão. Claro que foi devido ao filme. Contudo, todavia e no entanto... assim que eu vi que o livro iria sair eu quis, mas não foi por causa do filme e sim por conta da autora!



Leigh Bardugo escreveu uma das séries que mais gosto, a Trilogia Grisha. Sombra e Ossos, Sol e Tormenta e Ruína e Ascensão. E quando vi que seria ela que escreveria me empolguei e muito!!!

Neste livro vemos uma Diana jovem, com 17 anos, uma adolescente que precisava a todo custo provar que não era apenas a filha da rainha Hipólita, mas uma verdadeira amazona.


INTERVENÇÃO: A Ilha Paraíso era habitada pelas antigas amazonas da mitologia, e não havia homens na ilha. Supostamente a Mulher-Maravilha veio ao mundo na Ilha Paraíso como uma estátua de menina criada por Hipólita (rainha das amazonas). Tão apaixonada por sua escultura, a rainha pediu aos deuses que dessem vida a figura, e foi atendida (semelhante ao mito grego de Pigmaleão). Mas em publicações recentes (universo dos quardinhos) foi revelado que na verdade ela é filha biológica de Hipólita com Zeus, deus do Céu. Recebeu o nome de Diana. Junto com a vida, ela foi presenteada pela maioria dos Deuses do Olimpo, como Atena, que lhe deu a sabedoria; Hermes, lhe deu a velocidade; de Deméter ganhou a força e poder; de Afrodite, enorme beleza e coração amoroso; dos gêmeos Ártemis e Apolo, ganhou os olhos de caçadora, a compreensão das feras e a capacidade de cura acelerada; de Héstia, recebeu a afinidade com o fogo para que os corações se abrissem para ela; de Hefesto, ganhou a imunidade ao fogo, seus braceletes e seu laço mágico; do seu tio Poseidon, ganhou a destreza no nado e de seu pai Zeus,(apesar de que haja discordância sobre que seja realmente seu pai) ela recebeu a herança de semi-deusa e a capacidade de voo. (FONTE: Wikipedia)


Por que coloquei essa pequena intervenção? Pois aqui no livro Diana é constantemente chamada de Píxide, feita do barro, por Tecmessa a melhor amiga de sua mãe. Diana não gostava nada disso e queria vencer uma maldita corrida para que Tec e as outras amazonas não ficassem rindo dela ou mesmo a subestimando.

Na corrida Diana já tinha tudo esquematizado para vencer, só que ela não contava com um pequeno detalhe. Um pedido de socorro depois da barreira. Claro que não pensou duas vezes. Largou a corrida e foi salvar a pessoa. Mas o que Diana não imaginou era que a pessoa em questão fosse uma menina e que sua embarcação houvesse sido destruída e ela era a única sobrevivente.

Temiscera é uma ilha que não existe aos olhos humanos. Só aquelas mulheres que são honradas pelas deusas que vão para lá. Seja por perecer em batalha e se provar valorosa ou no momento de sua morte clamar por uma deusa. Só que a menina não clamou e muito menos foi uma guerreira que pereceu em batalha. Porém ela chegou à ilha. E Diana foi sua salvadora.

Contudo, Diana não sabia os reais perigos que aquela menina traria para sua família. Alia era um perigo para si, para Diana, para as amazonas e para o mundo.

Alia é descendente de uma linhagem de Sementes da Guerra e muitos a querem morta, pois acredita-se que ela traz guerra por onde passa. Para Temiscera, Alia estava trazendo a morte e doenças para as amazonas.

Diana precisava ir ao Oráculo. Tinha que saber o que fazer para ajudar. Sua melhor amiga, Maeve, estava morrendo. Sua mãe e Tec estavam em polvorosas, pois tudo o que lhes era mais precioso estava morrendo. Elas também iriam para o Oráculo. Diana tinha que ser mais rápida. E o que ela fez? Correu para seu quarto, ela precisava pegar algo para as oferendas. E correu.

Chegando lá se arrependeu na mesma hora. Só que ela tinha que tentar, ela sabia que a culpa era sua. Tudo começou quando ela escondeu Alia. O Oráculo aceitou sua oferta e lhe deu sua resposta. Alia tinha que morrer o futuro da humanidade dependia disso. Só que Diana era muito esperta, pescou um “e se” e questionou o Oráculo para saber como salvar a menina, sua casa e o mundo.

E lá vai Diana para uma aventura. Ela jamais saiu da ilha. E agora iria para Grécia. Ela precisava banhar Alia no local onde Helena jazia:

– A Semente da Guerra deve chegar a nascente em Terapne antes do pôr do sol do primeiro dia de Hecatombaion. A Semente da Guerra será purificada onde Helena descansa, expurgada da mácula da morte que manchou a linhagem desde o início. Lá seu poder será selado e jamais passado para outras. (pág. 52)

O bacana desse enredo é que tudo o que podia dar errado deu. E foi muito divertido. Ok, também me irritei muito, mas faz parte. No clube até foi levantado que pareceu muito Percy Jackson, por conta da mitologia e a jornada do herói. Pode ser, mas como eu gosto muito de PJ me diverti horrores.

Diana foi parar em Nova York, Alia queria voltar pra casa e não entendia como era importante ela ir com Diana para a Grécia. Ela ainda não acreditava na história da amazona.

E foi em Nova York que Alia se reencontra com seu irmão Jason, sua amiga Nim e seu grande amor Theo. Diana conhece esse grupinho e acaba se afeiçoando.
(colocar as fotinhos)

Diana é muito crua. Ela nunca saiu da ilha, por isso consegue ser engabelada fácil. Ser ingênua tem suas qualidades, mas a pessoa só se fode. E claro, Diana, pastou muito.

– Você se lembrará de mim – disse ele, num arquejo, o rosto brilhando de suor. – Eu fui seu primeiro beijo. Poderia ter sido o primeiro em tudo. Você sempre saberá disso.Ela o encarou com firmeza.– Você foi o meu primeiro nada (...). Eu sou imortal, e você é um mero detalhe. Vou apagá-lo da minha história, e você desaparecerá, esquecido por este mundo. (pág. 365)

O livro tem uma dinâmica muito rápida. A leitura flui em um piscar de olhos. Tanto que peguei o livro na quinta, dia 28, e acabei na sexta, dia 29. O clube foi no dia 30 de setembro. Então da pra ver como é rápido e muito fácil.

Sabe o que me deixou mais satisfeita neste livro? As personagens. Leigh Bardugo trouxe a inclusão na história. Ok, vemos vários livros com personagens negros, mulheres fortes, orientação sexual e afins. Aqui as personagens são:

Diana: uma mulher forte, não sabe o quão poderosa é.



Alia: negra, inteligente, nerd, persistente e muito tímida. É a filha mais nova de cientistas e sempre está no radar do irmão.




Nim: melhor amiga de Alia, negra, indiana, gorda, fashionista, muito inteligente, lésbica. Uma guerreira.  



Jason: negro, audacioso, cuida de sua irmã da forma que acha melhor para eles, tenta fazer do legado dos pais o seu próprio, não é muito inteligente, porém é muito cativante.



Theo: melhor amigo e assistente de Jason, nerd de tecnologia, nem seu pai acredita nele, por que os outros acreditariam?



Este improvável grupo decola para Grécia para tentar salvar o mundo. O que será que acontece? Leia. Leia. Leia. E leia. Essa série vai dar o que falar. Estou muito ansiosa para os próximos.

Fiquem com a fotinho do pessoal que foi para o nosso encontro:



E para o próximo encontro o livro em discussão será Depois daquela montanha, que sairá filme também! Já estão todos convidados!!!! Confirme presença na página do evento



Beijinhos e até a próxima!

Série: Lendas da DC

1. Mulher Maravilha: Sementes da Guerra
2. Batman – escrito por Marie Lu
3.  Mulher Gato – escrito por Sarah J. Maas
4.  Superman – escrito por Matt de La Peña


SERVIÇO:

Título:  Wonder Woman: Warbringer
Autor:  Leigh Bardugo
Tradutor: Mariana Serpa
ISBN: 978-85-8041-746-3
Assunto:  Ficção americana
Páginas: 400
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5


Sinopse: Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana. Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal. No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Kate Morton - A Casa do Lago


Oi gente bonita! Como vocês estão? Sei que estou sumida... ando meio desanimada com as leituras, massssss eu me propus fazer e cá estou!

Este livro foi o escolhido do Clube do Livro no mês de agosto e posso dizer que me decepcionei com o final. Gente esse livro tinha tudo para ser. Contudo, todavia e no entanto... pra mim não foi.

“Ah, Milena... mas o que exatamente você não gostou?”

Gente eu curti o drama, isso foi um ponto mega positivo. O enredo de mudança de tempo, também gosto disso. Porém a forma como Morton finalizou... isso me irritou um pouco.

Mas vamos conhecer um pouco do enredo? Do que fala exatamente este livro?


O livro começa com uma cena em Cornualha, mais precisamente em agosto de 1933. Com uma mulher enterrando uma caixa. Só que não sabemos o que tinha nesta caixa e muito menos quem era essa mulher. Apenas sabemos que, a mulher em questão estava muito, mas muito arrependida:

“Quando aconteceu pela primeira vez, ela cogitou confessar e, talvez, no início, devesse mesmo ter feito isso. Mas perdeu a oportunidade e agora era tarde demais. Muita coisa havia acontecido: as buscas, os policiais, os artigos nos jornais implorando por informações. Não havia ninguém a quem ela pudesse contar, nenhuma forma de consertar aquilo, nenhuma chance de um dia a perdoarem. A única saída era enterrar a prova.” (pág. 5)

Mistério! Essa parte é muito boa. Sério! Este mistério estava irritante de tão bom.
Continuamos em Cornualha com a apresentação da família Evedane. Aqui conhecemos todas as personagens da trama antiga.

Loeanneth é a propriedade que se passa a trama. Foi a propriedade DeShiel por anos até Henri Edevane comprá-lo para sua esposa, Eleanor Edevane. Henri e Eleanor tiveram três meninas Deborah, Alice e Clementine. E um menino Theo que infelizmente sumiu na noite da festa que Eleanor e Henri davam anualmente.

A casa já teve duas babás. A babá Rose uma mulher jovem que era muito atenta, ajudava na criação das meninas e ficava com o pequeno menino sempre.  E a velha babá Bruen, uma senhora severa que a vovó DeShiel adorava, mas as meninas não.

Benjamin Munro um faz tudo foi contratado para ajudar no jardim e Alice se apaixonou por ele. Imagina uma menina de 16 anos vendo um homem robusto, lindo e muito gentil... ela queria ele para ela.

Alice adora escrever, seu pai sempre lhe dera um caderno por ano. Lá ela começou a escrever seus livros. Sim! Alice queria ser uma escritora de romances policiais. E não só uma escritora boa, mas a melhor! E ela fez uma história magnífica. Só que era segredo... por enquanto.

E a família DeShiel sempre fazia festas na mansão Loeanneth, vovó DeShiel adorava isso. E sua filha, Eleanor, manteve a tradição. Por mais que ela não fosse aficionada por estas festas... Eleanor manteve isso vivo até que... nesta fatídica última festa o bebê Theo sumiu. Como? Ninguém sabe. Só que também houve uma morte. Llewellyn foi o médico da família, ele colocou Eleanor no mundo, mas devido um problema jamais voltou a medicar, virou pintor e fazia obras excelentes. Infelizmente ele faleceu nesta mesma noite.

INTERVENÇÃO: Bem... nesta festa perdemos três personagens cativantes. O bebê Theo, fofucho... muito apegado a Clementine (a filha mais nova). O sr. Llewellyn que morreu de forma súbita. E Ben Munro que foi embora (seu contrato tinha acabado) para a desolação de Alice.  

Agora vamos para o tempo recente. E é aqui que conhecemos a Sadie Sparrow, seu avô Berni e o tempo atual. Sadie é uma policial de Londres. Que “acidentalmente” deixa escapar para o repórter Derek Maitland que a mãe não fugiu. Que “fontes acreditam que esteja morta”. O caso Bailey. Este caso consiste em uma menininha que passou três dias sozinha em um apartamento enquanto sua mãe sumira. Contudo Sadie não acreditava nisso. Pois a mãe era uma mulher zelosa que jamais iria deixar sua bebê.  Até a avó da criança acreditava que sua filha deveria estar morta, nunca acreditou na teoria do pai da menina que ele disse ser louca e com certeza a tinha abandonado para estar com um cara qualquer. E ele criaria sua filha com atual esposa e a criança seria muito bem cuidada.

Mas como a policial não acreditou que a mãe tinha sumido deixou escapar algumas informações para a mídia. E claro... foi convidada a tirar uma férias forçadas até que tudo se resolvesse. Donald, seu parceiro, a orientou para que ela realmente viajasse e parasse de conversar com a avó da menina.

Sadie realmente viajou, foi para a Cornualha visitar seu avô Bernie. Após a morte de sua esposa resolveu ir para o interior e curtir o resto de sua vida. E Sadie a contragosto foi passar as “férias” com ele.

Berni e sua esposa abrigaram Sadie quando ela engravidou logo adolescente, seus avós receberam uma adolescente cheia de raiva, dúvidas e incertezas. Mas trataram com muito amor. Infelizmente Sadie não ficou com a criança. E isto seria mais um prego no caixão emocional dela. Pois o passado sempre nos acha, não é mesmo?

Para aplacar a raiva que sentia de si mesma por ter falado com a imprensa e de ser acusada, diga-se de passagem... muito corretamente, por seus superiores por ter passado informações que não deveria, Sadie foi correr com os cachorros do avô, Ash e Ramsay. Essas corridas faziam bem para ela. E numa dessas escapadas um dos cachorros encontrou uma propriedade no meio do nada. Loeanneth.

“De certa forma – a tampa aberta do piano, as almofadas do sofá remexidas, a xícara de chá sobre a mesa –, a sala dava impressão de que quem tinha morado ali acabara de sair e voltaria a qualquer momento. Mas ao mesmo tempo, existia uma quietude misteriosa, de certo modo permanente, sobre o mundo do outro lado do vidro. A sala parecia congelada, o conteúdo suspenso, como se até o ar, o mais implacável de todos os elementos, tivesse sido fechado do lado de fora, como se fosse difícil respirar ali dentro. Havia algo mais também. Algo que sugeria que a sala estava assim havia muito tempo.” (págs. 36-37)

Quando retornou para sua casa, contou ao avô sobre a propriedade e percebeu que tinha uma amiga dele em casa. Ela falou com quem Sadie poderia conversar sobre a propriedade e lá foi ela para... A biblioteca! Rá! Um local que se encontra de tudo!!!

Pois bem, lá foi a Sadie descobrir o que aconteceu para uma casa linda estar totalmente abandonada. E claro... o crime. Sim! Sadie vai tentar entender o que aconteceu com o bebê Theo e para isso entra em contato com Alice Edevane, a escritora mega famosa e super reclusa.

Alice tinha um assistente.  Peter. Ele era excelente. Fazia tudo o que ela mandava, não reclamava. Foi o primeiro e único assistente de Alice. E foi ele que recebeu a carta da detetive Sadie Sparrow sobre a casa do lago. E claro que ficou com uma pulguinha atrás da orelha, pois como estava atualizando a página da autora precisava de algumas informações que Alice não daria, então uniu o útil com o seu grande trabalho de pesquisa. Alice depois de muito pensar aceita se encontrar com a detetive.

Ai já pode imaginar o que acontece né? Não vou revelar mais. Se gostou do mistério até aqui convido você a ler a obra. É muito bem trabalhada. Mas não espere um final espetacular. Isso não tem. Tudo é respondido.

O caso Bailey. O caso Theo. A mulher misteriosa enterrando uma caixa. O bebê que Sadie entregou para doação. Tudo será respondido e isso me deixou muito feliz. Kate Morton não deixou arestas. A trama é bem intrincada e isso me deixou muito feliz. Só esperava outro final. Mas é isso. Espero que tenham curtido e a próxima leitura para o Clube do Livro é o novo livro da Leigh Bardugo “Mulher Maravilha – sementes da guerra”.

Beijinhos e até a próxima!



SERVIÇO:

Título:  The Lake House
Autor:  Kate Morton
Tradutor: Rachel Agavino
ISBN: 978-85-8042-728-9
Assunto:  Literatura ficção australiana
Páginas: 431 (e-book)
Editora: Arqueiro
Nota: 3/5


Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.

A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.  Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros. 
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.  Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Julia Quinn – Quarteto Smythe-Smith – Os mistérios de Sir Richard


Hi Angels!

Quem está mega triste agora que acabou essa série? Sim, eu mesma. Me rendi a senhora Julia Quinn e seus romances de época. Este é o quarto e último livro do Quarteto Smithe-Smith e claro, mais um livro que peguei emprestado com minha amiga Rose do Fábrica dos Convites. Como vocês já viram, se não viram... vejam agora rs, o primeiro livro Simplesmente o Paraíso, o segundo Uma noite como esta e o terceiro A soma detodos os beijos são todos ótimos. Sério. Não sou expert em livros de época, mas eu me diverti horrores com eles.

Foram 1096 páginas de muitas risadas, garganta apertada, sentimentos a flor da pele e um final de série maravilhoso. Não, os livros não são continuações. Eles são individuais. Cada um é sobre um membro da família Smythe-Smith. No primeiro livro foi Honória, no segundo seu irmão Daniel, no terceiro a Sarah a prima e no quarto outra prima a Iris.

Iris é uma menina que aos olhos da maioria dos homens passa-se desapercebida, pois ela é muito branca, seus cabelos são voltados mais para o ruivo, muito magrinha, enfim... sem os atributos que a maioria quer. Mas... sim, sempre tem um mas não é mesmo? Richard Kenworthy é um homem desesperado. Ele precisa se casar em menos de um mês e qualquer mulher serve. E por que não Iris Smythe-Smith que, como seu amigo disse, já estava sem pedidos por ser uma mulher sem atributos?

Gente eu não ia ser casada no ano de 1825. Sou bocuda demais rs. Sir Richard Kenworthy fez uma coisa imprudente e na visão dele totalmente desesperada, ele foi flagrado beijando Iris Smythe-Smith sozinha em um corredor por ninguém menos que sua tia (a mãe de Honoria).

Claro que obrigaram Iris a se casar com ele. Em defesa de Richard ele tinha a pedido em casamento momentos antes de beijá-la. Iris não entendia os motivos que levaram seu ‘noivo’ a cometer um ato imprudente. Mas sendo lógica como ela era, pensou que ele teria seus motivos. Ela jamais imaginaria quais eram esses motivos...

Gente, eu teria socado a cara dele kkk Mas Iris se casou e foi embora para o norte de Londres em uma fazenda. Seu marido era abastado, não muito, só o suficiente para dar conforto a ela, suas irmãs (ah sim esqueci disso, Richard tinha duas irmãs mais novas que ele era tutor) e seus criados.

Imagina a vida de Iris como senhora de uma casa em que ela não conhecia seu marido, pois ele NEM tocou nela. O casamento não foi consumado. Ele estava protegendo-a? De que? Iris não entendia. Como mulher é idiota né? Ela achou que ele não se sentia sexualmente atraído por ela, por isso não consumara o ato. Vou colocar aqui a passagem que ilustra isso, ela é longa, mas vale a pena.

(...)– Por que se casou comigo? – perguntou Iris por fim.– Não acabamos de ter essa conversa?Os lábios dela se comprimiram, formando uma linha implacável. Iris ficou em silêncio e, após um longo instante, ele se viu obrigado a dizer algo, mas sem olhá-la nos olhos:– Você sabe por que me casei com você.– Não. Não sei mesmo.– Eu a comprometi.Iris lhe lançou um olhar fulminante.– Você sabe muito bem que tudo começou muito antes disso.Ele tentou calcular quanto tempo poderia fingir ignorância.– Ora, pelo amor de Deus, Richard, não insulte minha inteligência. Você me beijou naquela noite com o propósito especifico de ser visto por minha tia. Você me insulta quando insiste no contrário.– Eu a beijei porque tive vontade – replicou ele com veemência.
(...)– Por que um homem deseja beijar uma mulher?– Não tenho como saber, não é mesmo? – ela quase cuspiu as palavras – Meu marido me acha repulsiva.(...)– Iris... – ele começou a dizer.– Você gosta de homens? É isso?Ele ficou boquiaberto e tentou respirar fundo, mas sentia-se sem ar, como se tivesse levado um soco no estômago.– Porque se você gosta...– Não! – ele praticamente urrou. – Como você sabe que isso existe?– Conheço uma pessoa. – respondeu ela.– Você conhece uma pessoa?(...)– Você acredita mesmo que a acho repulsiva?– Eu... eu não sei.– Permita-me demonstrar.Richard tomou o rosto dela entre as mãos e aproximou os lábios, ardendo com toda a tortura que trazia no coração. Passara a semana inteira desejando-a, imaginando cada delícia que faria com ela quando pudesse, afinal, levá-la para a cama. Fora uma semana de autonegação, de suplício, de punição, do corpo da forma mais primitiva possível, e ele havia chegado ao limite.Não podia fazer tudo o que queria, mas, por Deus, ela saberia a diferença entre desejo e desprezo.Sua boca mergulhou na dela, degustando-a, devorando-a. Era como se cada momento da sua vida se concentrasse nesse único beijo e, se rompesse aquele contato, ainda que por um instante, até para respirar, tudo desapareceria.(...)– Iris – gemeu contra sua boca. – Minha mulher.(...)– Você é perfeita – disse ele, tocando sua pele. – Perfeita em meus braços.A única reação dela foi um acalorado gemido e, com um movimento incrivelmente rápido, Richard levantou a saia dela e a puxou para cima, para que seus quadris ficassem da mesma altura que os dele.– Enlace-me com suas pernas – ordenou Richard.Ela obedeceu. Foi quase a sua ruína.– Você sente isso? – perguntou ele, com a voz áspera, pressionando a sua ereção contra Iris.(...)– Nunca mais me acuse de não desejá-la.(...) – (págs. 167 – 169)

Verdade seja dita, ele deu prazer para ela, a tocou intimamente, a beijou de uma forma apaixonada, mas nos finalmente nada. Totalmente broxante. Eu parei e falei “oi? Como assim? Tem algo muito errado nisso ai” e sim, tinha. Não posso contar o que era, perde a graça. Eu comecei a imaginar o que poderia ser e fiquei puta com ele. Como ele poderia sequer imaginar que ela aceitaria?

Eu jamais aceitaria isso. Acho que faria exatamente o que Iris fez. Tanto sofrimento para nada. A única coisa boa foi o casamento deles. Como era divertido acompanhar esses dois. As irmãs querendo conhecer a nova irmã, a governanta aprovando a escolha de seu senhor.

Meu ranking para os livros é exatamente em sua ordem. Meu preferido foi o primeiro com a história de Honoria. Me diverti muito com ela e o Marcus. Depois a história de Daniel com Anne. Ah! Hugh e seus cálculos... Sarah é muito irônica com ele o que torna o romance divertido. E Iris com Richard... esses dois formam um casal parecido e você não sabe onde acaba ele e começa ela e vice versa. Os joguinhos, as acusações, os momentos divididos... são ótimos.

Nem preciso falar que adorei os livros né, por isso eles entraram para meu ranking de indicação. Certeza que serão meus primeiros livros de muitos romances de época. Divertimento garantido!

Série: O Quarteto Smythe-Smith

                                            4. Os mistérios de Sir Richard



SERVIÇO:
Título:  The secrets of Sir Richard Kenworthy
Autor:  Julia Quinn
Tradutor: Simone Lemberg Reisner
ISBN: 978-85-8041-668-8
Assunto:  Ficção americana
Páginas: 280
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5
Estante: Skoob


Sinopse: Sir Richard Kenworthy, Tem menos de um mês para encontrar uma esposa. Ele sabe que não pode ser muito exigente, mas quando vê Iris Smythe-Smith se escondendo atrás de seu violoncelo no musical anual das Smythe-Smith, Richard acha que conheceu alguém muito valiosa.
Ela é o tipo de mulher que passa despercebida até a realização de um segundo ou terceiro olhar de outra forma. Mas há algo nela abaixo da superfície, algo quente e ele sabe que ela é única. Iris Smythe-Smith...Ela está acostumada a ser subestimada, com seu cabelo claro e tranquila, mas há uma personalidade astuta que ela tende a esconder, e ela gosta dessa forma. Então, quando Richard Kenworthy se aproxima com galanteios e flertes, parece suspeito. Dando a impressão de um homem que se rende ao amor, mas ela. não pode acreditar que tudo é verdade. Quando sua proposta de casamento se torna uma situação comprometedora obrigatória, você não pode deixar de pensar que há algo escondido por trás disso. . . mesmo que o seu coração diz sim
Ela é o tipo de mulher que passa despercebida até a realização de um segundo ou terceiro olhar de outra forma. Mas há algo nela abaixo da superfície, algo quente e ele sabe que ela é única. Iris Smythe-Smith...Ela está acostumada a ser subestimada, com seu cabelo claro e tranquila, mas há uma personalidade astuta que ela tende a esconder, e ela gosta dessa forma. Então, quando Richard Kenworthy se aproxima com galanteios e flertes, parece suspeito. Dando a impressão de um homem que se rende ao amor, mas ela. não pode acreditar que tudo é verdade. Quando sua proposta de casamento se torna uma situação comprometedora obrigatória, você não pode deixar de pensar que há algo escondido por trás disso. . . mesmo que o seu coração diz sim

Julia Quinn – Quarteto Smythe-Smith – A soma de todos os beijos




Hi Angels!

Juro que não sei qual dos três eu amo mais. Ainda não li o quarto, mas por esses três eu estou apaixonada. Honoria, Sarah, Anne... Marcus, Daniel e Hugh... três casais improváveis que me deixaram muito, mas muito ligada na leitura. Não consegui parar de ler. Eu estava em uma maré de séries, então imagina eu assistindo em torno de cinco episódios por noite e eles serem totalmente parados por conta dos livros da Julia Quinn. Acho que até hoje o único autor que me fez desligar do mundo foi J.K. Rowling.

Mas este mês eu dediquei minhas leituras (todas ficaram mais atrasadas) aos livros de Romance de Época da senhora Julia Quinn. Como esta mulher consegue prender a sua atenção desde a primeira até a última palavra. Faz com que você se esqueça de almoçar por exemplo. Sim, foi isso que aconteceu comigo hoje dia 15 de março. Não aguentei sair do puff nem para ir ao banheiro. Eu precisava saber o que vinha a seguir.

Este livro conta a história do infame lorde Hugh Prentice, ele foi o causador da ruína que assolou a família Smythe-Smith. Ele foi o grande infeliz que quis duelar com Daniel Smythe-Smith e acabou coxo, ou como o pai dele diz um aleijado. Mas Hugh não era igual ao pai. Ele tinha bondade em seu ser. E também temos a história de Sarah, a prima mais querida de Honoria. Já a vimos nos livros anteriores em Simplesmente o Paraíso e Uma noite como esta.

Um casal incomum. Mas com uma história mega divertida. Hugh fora convidado para o casamento de Honoria e Marcus. Daniel fizera questão. Como iria provar para o povo que os dois estavam em paz se eles não aparecessem juntos? Daniel iria se casar após duas semanas do casamento de sua irmã, por isso lorde Hugh ainda deveria permanecer em sua companhia.

Sarah estava feliz pela prima. Ela amava Honoria de todo seu coração, mas sentia inveja. Não inveja porque se casaria com Marcus, mas por que ela não tinha um noivo. Sarah não quer tocar mais uma temporada no quarteto Smythe-Smith. Ela queria casar-se. Ter uma vida plena e feliz. Mas era complicado e tudo por causa de Hugh Prentice. Ela o culpava por não ter sido uma das 14 meninas escolhidas no ano de 1821. Mas ele não sabia disso...

E no meio de uma raiva tamanha, esses dois se tornaram amigos. Improvável? Não diria, mas muito divertido ver os dois duelar com suas línguas ferinas.

Sarah não guarda a língua dentro da boca. Hugh pensa muito para falar, mas as vezes, só as vezes escapa uma provocação ou mesmo uma resposta pela provocação sofrida rs

Hugh Prentice é muito bom com números. Sua cabeça funciona otimamente bem com lógica, probabilidades, números certos de ações, contas e etc., além de um ritmo adequado das funcionalidades habituais. Seja o trotar do cavalo seja as estrelas do céu.

E quando Honoria pede encarecidamente para a sua querida prima Sarah a passar um tempinho com do lorde Hugh imagina a cara feia, o torção do nariz, o pé batendo no chão. Totalmente contrariada, mas ela promete que deixará o infeliz menos infeliz. Já para Hugh ela pede se ele pode substituir um primo que içou doente, ele claro que aceita. Precisa fazer bonito perante a sociedade.

E é assim o decorrer da história. É tensa, é divertida, é hilariante na verdade, me peguei gargalhando das coisas que acontecem e também muito angustiante. Eu achei que não iria favoritar esse livro, porém pra minha surpresa ele me arrebatou tanto que agora não tenho como escolher entre os três. Eu gosto muito da história de Daniel, mas como esses três livros são independentes, mas ao mesmo tempo interligados, a vida das personagens também são e isto é muito foda.

Mas Milena como assim? Gente, esses livros conversam entre si. Eles mostram os personagens de um mesmo círculo e vai destrinchando suas histórias. E isto é maravilhoso. Eu me transporto para lá e esqueço totalmente meus problemas, aflições e necessidades. Estou me sentindo órfã já. Gostaria de mais histórias dos Smythe-Smith-Holroyd-Prentice. Seria muito legal!

Série: O Quarteto Smythe-Smith

3. A soma de todos os beijos
                                            4. Os mistérios de Sir Richard



SERVIÇO:

Título:  The Sum of the All Kiss
Autor:  Julia Quinn
Tradutor: Ana Rodrigues
ISBN: 978-85-8041-666-4
Assunto:  Ficção americana
Páginas: 272
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5
Estante: Skoob

Sinopse: Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.
Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos.E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo.Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa... É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora.Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...