Heinrich Böll - O Anjo Silencioso
Hi Angels! Como vocês estão?
Eu estou lendo pouco e resenhando quase nada rs. Mas é porque chega em uma determinada idade e você cansa. Cansa de fazer as coisas por obrigação. Eu criei o blog para a faculdade e continuei com ele como hobby, o Memories ganhou um espaço tão grande na minha vida que me esqueci de vários outros aspectos. Contudo, jamais irei abandonar. Ele é minha válvula de escape hehe E aqui estou. Bem, vamos ao que interessa?
Comprei este livro na Feira da UNESP aqui em São Paulo e não conhecia nem a editora nem o autor, mas eu AMO tudo que tem anjo, quando vi esse título, essa capa… não pensei duas vezes. Nem vi a sinopse. Já comprei.
Qual a história?
Heinrich Böll nos traz um pós guerra. Uma Alemanha decadente. Onde os sobreviventes só esperam a morte. Não existe comida, emprego, moradia e muito menos esperança.
O personagem principal desta história não é o soldado que retorna para casa após enfrentar mil batalhas. o personagem principal aqui é a fome. Como você terá esperança com a barriga vazia? Como conseguirá seguir em frente sabendo que não tem mais casa e nem emprego? Dinheiro para se alimentar mal?
No livro acompanhamos a história de Hans iniciando no dia 8 de maio no hospital convento, com ele indo atrás de uma mulher. Não sabemos quem é esta mulher misteriosa. Com o tempo iremos descobrir.
O autor nos transporta para uma Alemanha na hora zero. Com um soldado que iria ser fuzilado por algum crime que cometeu, mas por um capricho do destino ele é salvo para “viver”. Mas como viver deste modo?
Cada ação que Hans toma leva ele a uma direção. Ele conhece um médico no hospital que o auxilia em documentos, pois teoricamente ele morreu fuzilado. Conheceu a mulher que ele precisava entregar um documento. Conheceu uma mulher que foi devolver o casaco dela e se aproximou. Conheceu um padre. Reconheceu um ex-cliente da livraria, um advogado asqueroso. O que todos têm em comum? Eles se conectam de alguma forma.
Hans para sobreviver consegue surrupiar alguns briquetes de carvão, com isso ele conquista alguns amigos e por consequência consegue comida, cigarro, vinho, sabonete…
As impressões que o livro me trouxe
Todas as sensações que os personagens estavam sentindo ficou intrincadas em mim. Frio, fome, desespero, falta de esperança, falta de caridade… Contudo o livro te traz um sentimento muito bom, o amor. Como no meio de muita merda pode se encontrar o amor, sendo um sentimento tão poderoso, como se livrar de todo o resto? Só o amor salva?
Este livro foi escrito há muito tempo atrás e deixado na gaveta por mais tantos outros. Ele é meio confuso, por isso é necessário muita atenção para não perder nenhum detalhe.
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Este é o Rony meu garoto propaganda hehe |
SERVIÇO:
Título: Der Engel schwieg
Autor: Heinrich Böll
Tradutor: Karola Zimber
ISBN: 85-7448-090-8
Assunto: Literatura alemã
Páginas: 202
Editora: Estação Liberdade
Nota: 5/5
Estante: Skoob
Sinopse: Primeiro romance de Heinrich Böll, O anjo silencioso foi concluído em 1950, mas, por razões biográficas e econômicas, mesmo na Alemanha só veio a público em edição póstuma, de 1992, quando o autor completaria 75 anos.
A história do regresso do soldado Hans a sua cidade em ruínas, ao fim da Segunda Guerra Mundial; seu encontro com Regina e o amor que nasce entre ambos, com momentos de lirismo e candura hoje raros; a trama de herança em que se vêem indiretamente envolvidos, sinal da perpetuação de estruturas de poder vigentes na Alemanha hitlerista; a presença do intelectual católico Dr. Fischer, como antagonista patético mas decisivamente perigoso; o encontro de Hans com a solidariedade espontânea e firme do capelão em uma pequena igreja em ruínas; o simbólico encontro com a estátua de um anjo caído, que afundará na lama sob o peso da arrogância intelectual e da avidez por dinheiro, eis aí os elementos que servem de material à composição de um texto envolvente e profundamente humano.
Böll e seus contemporâneos, como bem revela O anjo silencioso, constituíram uma geração de homens e mulheres marcados de forma irremediável pela Segunda Grande Guerra. Suas vivências, após o fim do conflito, em 1945, foram transformadas pela miséria material, pela submissão à presença maciça de exércitos estrangeiros, pela descoberta da inconsistência e absurdo das crenças políticas do passado e pelo pasmo diante das atrocidades cometidas durante a guerra (para alguns até então desconhecidas).
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