Lua de Mel
Título Original: Honeymoon
Autor: James
Patterson e Howard Roughan
Tradutor: Cássia Zanon
ISBN: 978-85-8041-124-9
Gênero: Ficção – Literatura norte
americana
Páginas: 224
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5
Estante: Skoob
Sinopse:Nora Sinclair é linda, rica, sedutora e acaba de se tornar viúva pela segunda vez. Mas sua vida é repleta de acontecimentos misteriosos, que levantam a suspeita do FBI. Para se aproximar de Nora, o agente John O’Hara finge ser um corretor de seguros com uma oferta tentadora: um seguro de vida no valor de 1,9 milhão de dólares. O plano funciona, mas à medida que passa a conhecer a viúva, ele começa a se perguntar se está atrás de justiça ou diante de uma paixão avassaladora.
Comentários:
As
coisas nem sempre são o que parecem, e com essa frase de John O’Hara fala na
pág. 54 inicio a minha resenha. Tudo o que está neste livro você tem que ficar
desconfiado. Nem sempre é o que parece. O mote legal dele é a viúva negra. James Patterson me
surpreendeu em colocar uma protagonista mulher que mata suas vítimas, claro que por
dinheiro, mas também por um sentimento que não existe nela. O amor.
Nora
Sinclar é uma designer de interiores. Se me identifiquei com ela? Sim. Ela é
tudo o que eu queria ser antes de me tornar jornalista. Nora era a mais
requisitada. A mais conhecida nos antiquários. A mais charmosa. A mais
perfeccionista. Ok, isso era só pra chamar a atenção de futuras vítimas. Mas era
a profissão dela. Ver um pouco disso no livro me deu um saudosismo tremendo.
Só
que nos livros de James tudo pode acontecer. Já nas primeiras páginas a
descrição de um envenenamento. Sangue escorrendo. ADORO!!! E já passa para uma
cena nada a ver com a matança. Ele consegue nos fazer observar três cenas e
estas estarem interligadas. Ok, sou super
suspeita pra falar dos livros dele, até agora não encontrei um livro ruim ou
mal escrito. E olha, ele possui vários títulos.
O
bacana em Lua de Mel é ver a relação
da protagonista com suas vítimas, com sua mãe e com um cara que ela se
apaixonou de verdade. É surreal ver uma mulher fria e calculista estar
apaixonada. Para você ter uma ideia a voz
interior dizia que era necessário ela fazer isso. Separei algumas citações
que gostei bastante.
Qual dos dois iria
matar? (pág. 28)
O piso era todo de vinil.
Tinha uma poltrona preta de couro sintético e uma namoradeira que provavelmente
não viu muito namoro. Se a água corrente e eletricidade constituíssem uma ‘cozinha
moderna’, então, caramba, era o que eu rinha. Porque duvido que balcões de fórmica
amarela estivessem novamente na moda. (pág. 73) – descrição do apartamento
fictício de Craig Reynolds
Aninhados uma ao
outro, comeram saladas wakame, frango Cuu Lonng e carne com capim-limão,
assistindo ao filme Intriga internacional.
Nora adorava Hitchcock. Para ela, o diretor era um dos filhos da mãe mais
doentios do mundo. Entretanto quando Cary Grant apareceu pendurado no Monte
Rushmore, Jeffrey já estava adormecido. (pág.112) – separei essa citação para o
Cook a Book, coluna do Caio no blog Bookaholic da Pri!
Mas a lua de mel
havia terminado. (pág. 154)
– E você não sabe
por que nós nos divorciamos, seu cretino! (pág. 185)
Só
tenho uma palavra para descrever a história de Lua de Mel: Maravilhosa! Cenários ricos e detalhados, paisagens
ricas e lindas, descrições detalhadas de movelaria e arquétipos de decoração. Essa
história me ganhou. Só não gostei de uma coisa. Um dos cenários escolhidos foi
o estádio do Yankees. Mas isso é escolha de time hehe, portanto relevem!
Oi, Milena.
ResponderExcluirA versão digital desse livro já está na minha lista de desejados.
Só fiquei com mais vontade de ler agora!
Beijos
Camis - Leitora Compulsiva